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BLOG do VISCONDE


Sábado, 29.09.07

"Turistando" e viajando por Santa Catarina

Chamado de Santa Catarina desde a sua colonização, a origem de seu nome remonta para dois fatos: 1) uma homenagem à Santa Catarina; 2) uma homenagem à Rainha Catarina, de Portugal. O certo é que, dos três estados que compreendem a região sul do Brasil (os outros dois são Paraná, ao norte e Rio Grande do Sul, ao sul) é o menor deles, porém o com maior potencial turístico. Com uma área de 95.442,9 km², o estado é um pouco maior do que a Hungria. Sua capital é a cidade de Florianópolis, uma ilha, e sua costa oceânica tem cerca de 450 km, ou seja, aproximadamente metade da costa continental de Portugal (943 km).

Os índices sociais do estado estão entre os melhores do país; a renda per capita catarinense é de 12.159 reais, a quinta maior do Brasil. Santa Catarina apresenta o segundo maior índice de alfabetização entre os estados do país, atrás apenas do Rio de Janeiro.

A sua colonização foi largamente efetuada por imigrantes europeus: os açorianos portugueses colonizaram o litoral no século XVII; os alemães eItapema italianos colonizaram o Vale do Itajaí (ou Vale europeu) e o norte catarinense em meados do século XIX, os italianos colonizaram o sul do estado, no final do mesmo século, e outras etnias, como a polonesa, a austríaca (tirolesa), suíça e alguns russos colonizaram, no final do século XIX e início do XX, o meio oeste. O oeste catarinense foi colonizado por gaúchos de origem italiana e alemã na primeira metade do século XX. Essas características fazem do estado o mais europeu do Brasil, não sendo difícil de encontrar pelo seu interior, e também no litoral, paisagens bucólicas com vilas à moda européia.

    Santa Catarina não é só verão. Inicialmente conhecido pela bela costa litorânea com mais de 500 praias (somente em Florianópolis, sua capital, existe cerca de 100 praias), o Estado amadureceu, explorando melhor a diversidade geográfica e cultural. O turista pode encontrar, percorrendo Praia da Armação - Florianópolispequenas distâncias, cenários e climas de grandes contrastes – apenas duas horas de carro separam praias paradisíacas de montanhas com altitudes próximas a 2.000 metros. Há grande variedade na oferta de produtos e segmentos especializados que estão em operação em qualquer época do ano: turismo rural, estâncias termominerais, ecoturismo e aventuras radicais, patrimônio histórico, turismo religioso, turismo de terceira idade, os parques do Beto Carrero e o Unipraias, em Balneário Camboriú, o vale das cachoeiras, como mais de 150 cachoeiras, em Presidente Getúlio...

    Alguns produtos só podem ser vendidos fora da temporada. O espetáculo da neve na Serra Catarinense, o único lugar do Brasil onde neva todos os anos. Berço do turismo rural no país, a região tem bons hotéis-fazenda, nos quais é possível realizar cavalgadas, passeios em charrete, caminhar por trilhas em contato direto com a natureza, degustar a gostosa comidaSerra Catarinense campeira, pescar trutas nos rios gelados da região... Em outubro, acontecem as grandes festas -- 12 no total -- com destaque para a Oktoberfest de Blumenau. E, entre junho e novembro, ocorre a visita das baleias Franca no litoral – a procura pelo turismo de observação de baleias, altamente qualificado, tem crescido ano após ano.

    Ao eleger Santa Catarina como destino, o viajante sabe que vai encontrar excelência. Além de vocação e potencial, o turismo catarinense possui profissionalismo, busca permanente de qualificação e muito trabalho. Conhecida como a Europa brasileira, pelas suas paisagens, pela aparência de suas cidades e de seu povo e pela neve, Santa Catarina apresenta ótimos índices em setores que afetam diretamente a atividade, como infra-estrutura, qualidCarnaval em Laguna (160 mil pessoas)ade de vida, segurança, saúde, educação, formação profissional, atendimento, serviços... O Estado é o destino certo para fazer uma viagem sem sobressaltos. Mais de 90% dos viajantes querem voltar e o índice de satisfação dos clientes na rede hoteleira atinge 98%.

    Visitar Santa Catarina é fazer um tour pela Europa sem sair do Brasil! O Estado foi colonizado por imigrantes provenientes de quase todas as regiões européias, que construíram seus povoados inspirados nos países de origem e preservando suas tradições. Hoje, essas antigas aldeias se tornaram cidades progressistas – e algumas parecem saídas de contos de fadas. Nas ruas é comum se ouvir diferentes sotaques.

    O estado tem dimensões territoriais pequenas (apenas 1,12% do território nacional). Como as cidades são próximas umas das outras e as rodoviasIbirama estão em bom estado, viajar de carro é um prazer. O turista vai percorrer um trajeto de sonhos, encontrando pequenas “alemanhas”, “itálias”, “portugais”, “ucrânias”, “polônias”, “áustrias”...

    Além do mais, possui um patrimônio histórico bem conservado. No litoral, fica o conjunto histórico português-açoriano, especialmente notável nas cidades mais antigas – Florianópolis, São Francisco do Sul e Laguna –, com destaque para as igrejas e para as fortalezas construídas pelos portugueses em Florianópolis. A arquitetura enxaimel, típica da colonização alemã, está espalhada pelas cidades do Vale do Itajaí e do Norte-Nordeste do estado, que também exibe exemplares arquitetônicos das culturas eslavas – poloneses e ucranianos. Já os casarões de tábuas inteiriças dos italianos estão presentes em todo o Estado, mas há um conjunto histórico que inclui antigas casas de taipa de pedra nas cidades que compõem o rBalneário Camboriúoteiro cultural italiano na região Sul.

    Santa Catarina começa a se firmar como um dos melhores lugares do país para turismo de negócios devido à localização privilegiada, aliada à excelente qualidade de vida, belezas naturais, espaços modernos para realização de eventos, segurança e qualidade no atendimento. Florianópolis, Blumenau, Jaraguá do Sul e Joinville constam, segundo revistas especializadas, entre as melhores cidades brasileiras para fazer negócios.

    A realização de congressos, convenções e de grandes eventos ganha cada vez mais importância. Dez cidades já constituíram seus Convention & Visitors Bureaux. Durante 2001, foram realizados 11.215 eventos nos mais de 100 espaços existentes no Estado, que reuniram 5,1 milhões de participantes – o equivalente à população do Estado (Fonte: 1º Dimensionamento Econômico da Indústria de Eventos no Brasil, realizado peloPresidente Getúlio Sebrae e Fórum Brasileiro de Convention & Visitors Bureau). Somente em outubro, 12 festas típicas atraem cerca de 1,3 milhão de turistas. A maior delas, a Oktoberfest  -- segunda maior festa alemã do mundo --, em Blumenau, recebeu mais de 600 mil visitantes em 2006.

    O turismo catarinense tem estratégia e planejamento, sendo organizado em roteiros integrados que reúnem as afinidades geográficas e culturais regionais e contemplam, além das belezas naturais e aspectos culturais, oferta hoteleira e qualidade dos serviços. O objetivo é oferecer apoio aos agentes de viagem e ao turista em geral, para que o potencial do Estado seja explorado da melhor forma, revelando aspectos positivos e minimizando fatores adversos.

    O objetivo é a satisfação do visitante, que pode eleger um ou mais Blumenauroteiros com antecedência conforme suas expectativas e encontrar, em qualquer um deles, recursos humanos qualificados, boa oferta hoteleira, acessos rodoviários, aéreos ou marítimos, suporte turístico etc.

    São oito roteiros: Caminho dos Príncipes, Rota do Sol, Grande Florianópolis, Encantos do Sul, Serra, Vale Europeu, Vale do Contestado, Grande Oeste.

Além dos roteiros, o Estado oferece produtos turísticos diferenciados, já consolidados, e atende segmentos específicos. O público da terceira idade, por exemplo, descobriu Balneário Camboriú. O Santuário de Santa Paulina, em Nova Trento, já é o segundo maior destino de peregrinação religiosa no país. O filão do ecoturismo e das aventuras se mostra em expansão, assimNova Veneza como o turismo rural.

    Enfim, como se vê, Santa Catarina é sim uma excelente opção para se passear e para se desmistificar uma imagem solidificada de um Brasil tropical e violento -- o estado tem a 3ª menor taxa de homicídios do país (4,67 por 100.000 habitantes). Vale a pena conferir.


Links em português:

Florianópolis:

http://www.panoramio.com/user/888002

http://www.florianopolisturismo.com.br

http://www.pmf.sc.gov.br/turismo

Blumenau:

http://www.turismoblumenau.com.br/conteudo/index.aspx?codigo=41

Balneário Camboriú:

http://www.secturbc.com.br/?s=turista

Presidente Getúlio:

http://www.presidentegetulio.com.br

Palhoça:

http://www.palhoca.sc.gov.br/site/?page=YWNpZGFkZQ==&id=NQ==

São Francisco do Sul

http://www.saofranciscodosul.com.br

Laguna:

http://www.laguna.sc.gov.br/paginas.php?pag=secretaria-de-turismo-e-lazer

Serra Geral (sul do estado):

http://www.acolhida.com.br

Lages:

http://www.lages.sc.gov.br

Treze Tilias:

http://www.trezetilias.com.br

Turismo por Santa Catarina:

http://www.belasantacatarina.com.br

http://www.sol.sc.gov.br/santur

http://www.webhotel.com.br/santacatarina/turismo.htm

http://radarsul.com.br

http://www.ecoviagem.com.br/parques-nacionais/rio-grande-do-sul/serra-geral/


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por Visconde de Sabugosa às 19:14

Quinta-feira, 20.09.07

Imagens sedimentadas de um país colonizado

    Sem surpresas abro o sítio do PSTU* (http://www.pstu.org.br) e me deparo com a manchete estampada, em destaque, na página inicial: Renam Calheiros** é a cara do  Congresso. À manchete seguia uma leitura detalhada da sessão que impugnou a cassação do Senador e a perda de seu cargo na presidência do Senado brasileiro. "Por todo o país, milhares de trabalhadores reagiram com profunda indignação. Afinal, os pobres são presos, espancados pela polícia e passam anos na cadeia. Os ladrões ricos seguem sendo senadores, deputados e juízes. Continuam sua vida, recebem seus altos salários, sem nenhum problema" - afirmavam indignados, e com razão, os redatores da notícia.
    O motivo pelo qual se deu o pedido de cassação do Senador condiz com o fato dele, por meio do lobista Cláudio Montijo, ter pago contas pessoais de Mônica Veloso, com quem teve uma filha, no valor de R$ 12 mil*** (doze mil reais) mensais.
À frente de toda operação para salvar o presidente do Senado, estava o PT****, encabeçando a base do governo. Também os setores da oposição de direita, próximos a Renan, se movimentaram para garantir a impunidade ao senador.
   
Às vésperas da sessão, os aliados realizaram um intenso corpo a corpo e lançaram mão dos velhos mecanismos para angariar apoio para Renan: troca de favores políticos e cargos, liberação de verbas do Estado, etc. Corrupção descarada, praticada à luz do dia. Tudo com o apoio do Planalto. Desde o início da crise, o governo se mobilizou para livrar Renan. Lula mal conseguiu disfarçar seu apoio ao corrupto senador. Questionado por repórteres, o presidente disse que “todo ser humano, todo brasileiro, 190 milhões de brasileiros, inclusive você, terá o meu apoio porque todos são inocentes até prova em contrário”.
    Renan e sua tropa de choque diziam ao governo que, caso o senador fosse cassado, a coligação de partidos que compõe a base aliada de Lula no Senado (da qual o PMDB tem importância central) estaria ameaçada. Isso explica porque a líder do governo, senadora Ideli Salvati (PT-SC - meu estado), e o senador Aloizio Mercadante trabalharam intensamente pra livrar a cara de Renan. Ao final, Mercadante procurou diminuir seu desgaste dizendo que se absteve. O voto, na prática, ajudou Renan.  
    Também foi escandalosa a posição adotada pelo PCdoB e seu senador, Inácio Arruda (CE). Apesar de fazer mistérios sobre como votaria, Arruda nem precisou revelar seu voto, pois o próprio sítio do seu partido não cansou de fazer uma intensa campanha pró-Renan. “Depois de três meses de investigações nas quais a vida pública e privada do senador foi revirada e vasculhada não se encontrou uma única prova que confirmasse tal acusação”, afirma na maior cara-de-pau o artigo do PCdoB, publicado no último dia 12.
    Como bons mafiosos que são a maioria do Senado acabou protegendo o senador por ter, juntamente com ele, o "rabo preso", como comumente se diz na gíria. Isso porque se o senador da república fosse de fato caçado muitos (diga a imensa maioria) iriam com ele, desencadeando um verdadeiro efeito cascata.
sessão do Senado que votou o relatório do Conselho de Ética foi um show de escândalos. Sacando uma medida prevista pelo regimento interno da Casa, a mesa do Senado impôs uma sessão secreta. Afinal, coisa feia se faz escondido...
    O som do microfone chegou a ser desligado para que ninguém ouvisse os discursos e as ameaças trocadas entre os parlamentares. A cena lembrou velhos filmes sobre máfias. Sem que ninguém pudesse ouvi-los, os senadores negociaram livremente cada voto, como um verdadeiro antro de gangsters. Para coroar o ridículo espetáculo, o vice-presidente do Senado, o petista Tião Viana, chegou a proibir o uso de celulares e computadores portáteis no plenário, ameaçando de cassação os senadores que revelassem informações sobre a sessão (!). Foi a desmoralização do próprio absurdo.
    Mesmo assim, várias informações vazaram e logo se descobriu o motivo que salvou Renan. Cassando Renan, os senadores poderiam abrir um precedente que levaria à degola de inúmeros outros parlamentares. Afinal, todos estão com o rabo preso em vários trambiques, como sonegação de impostos, caixa dois e, principalmente, com o financiamento de empreiteiras e de bancos. Mesmo a campanha presidencial de Lula foi financiada por grandes empreiteiras.
    Entre as maiores doadoras estão as construtoras Camargo Corrêa, OAS e Andrade Gutierrez. A campanha para a reeleição de Lula levou R$ 6,7 milhões dessas três. Metade das empreiteiras que aparecem na lista das vinte entidades melhor contempladas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) está entre as maiores doadoras das eleições gerais do ano passado. Sabendo disso, o presidente do Senado e sua tropa de choque ameaçavam abrir os “portões do inferno”, revelando os crimes e a corrupção escondida debaixo do colarinho de cada parlamentar para disseminar o medo. Em certo ponto do discurso, o próprio Renan ameaçou "abrir o jogo" e contar tudo o que acontece dentro das paredes do Senado da Repúlica... Todos entenderam o recado.

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* Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, seção brasileira da LIT - 4 QI (Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional), encabeçada pelo Revolucionário Russo e comandante do exército vermelho, Leon Trotsky.
** Presidente do desprestigiado Senado brasileiro e filiado ao PMDB do estado de Alagoas, um dos mais pobres estados do Brasil.
*** Moeda brasileira desde 1994 e que corresponde a, aproximadamente, 4.500 euros. Porém, como acredito ser o custo de vida mais alto em Portugal que em muitos pontos do Brasil (talvez não mais alto que o de Florianópolis, ilha onde resido), fiquemos com esse valor mesmo em euros, ou aproximadamente esse valor.
**** Partido dos Trabalhadores, partido do atual presidente da república: Luiz Inácio Lula da Silva.

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por Visconde de Sabugosa às 02:30

Quarta-feira, 19.09.07

Conexão Brasil-Portugal

(...) cada pessoa não é, para nós, nada mais do que essa estrutura ou esse modo de estar no mundo.

(Maurice Merleau-Ponty)



    A todos que não me vão ler um breve e seco "Olá". Como é a primeira vez que escrevo em um blog nem sei ao certo o que postar. Certamente que não sou a primeira pessoa a sentar em frente a um computador para publicar esparsas palavras soltadas a esmo, sem nem saber o que dizer. É quando vem à tona, meio que inconscientemente, aquela afamada pergunta: E agora, o que fazer?, ou então, O que estou fazendo aqui?
    Provavelmente nem estaria agora forcejando o espírito para escrever algo minimamente interessante se soubesse o que estou fazendo aqui. Talvez daí decorra esse ímpeto, essa vontade de "versejar" poucas palavras: uma espécie de tentativa de auto-descobrimento, auto-controle dos meus impulsos mais recônditos. Mesmo que esses impulsos -- histeria de quem escreve -- não sejam percebidos por viva alma sequer.
    Acredito que escrever um blog não seja algo muito diferente do que escrever um livro, por exemplo. Ao menos no sentido do ato solitário de quem o escreve. Solidão que pode crescer e tomar maiores proporções se quem escreve parar para pensar que jamais será lido, a não ser por si próprio. O que não tem a devida graça, diga-se de passagem, na medida em que se ler, ou melhor, se auto-reler, é não extereorizar, algumas vezes (ou muitas?), suas próprias convulsões e angústias. É se encastelar duas vezes; se emparedar feito fera amendontrada nas infinitas trevas escondidas por trás das palavras.
    E se isso de fato for o veredito final desse "aporrinhado" texto, o escritor não se expõe, passando a ser qualquer imagem borrada e/ou turva que se faça dele. Deixa de ter identidade, credo e visão política das coisas que o cercam. Passa a ser, como diz Backthin, uma idéia, uma imagem pré-concebida e que, muitas vezes, não condiz (ou estou errado? -- eita dúvida...) com seu modo e motivo de estar no mundo.
    Eita dúvida cruel: escrever e exorcizar os fantasmas dentro de si, correndo o risco destes gravitarem nas linhas tortas de seus textos, ou não escrever e se angustiar com esses mesmos fantasmas lhe azucrinando os pensamentos? Dizem que o texto, quando feito, é um parto, um filho seu. Será mesmo? Não será o texto o inverso disso? Não será o texto a morte, ao menos que temporária, das angústias que dilaceram aos poucos a alma do escritor? Esse argumento pode ser perfeitamente plausível, ainda mais se entender-se a morte como algo passageiro, como uma espécie de rito de passagem para um outro cosmos. Isto é, como renascimento, como diria Leonardo Boff. Sob esse aspecto, os substantivos "texto" e "filho" se intercruzariam, tornando-se, por vezes, um só.
    Dessa forma, o texto atuaria como algo disseminador, contaminando terceiros com suas angústias e reflexões, que seriam contaminadas com outras angústias e reflexões. Assim, texto não lido é texto morto nos seus próprios ideais. É como se ele germinasse rapidamente, como girinos em poças d'água, mas secasse em seguida, secando igualmente o escritor, seu "pai", que estagnou, se petrificou no tempo e não se contaminou com as angústias e reflexões de outros tantos angustiados.
    Penso que encontrei o propósito para esse texto. Eis o motivo principal dessa conexão Brasil-Portugal, ou talvez não. De repente esse rapaz do sul do Brasil, de um estado denominado Santa Catarina, oriundo de uma bela ilha colonizada por açorianos (capital desse mesmo estado), não seja ouvido. Sei lá eu qual o destino desse texto. Será também que existe alguém interessado em me "ouvir", em dialogar comigo, dividindo e compartilhando minhas angústias? Perguntas e mais perguntas... Somente o tempo poderá respondê-las, ninguém mais.

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por Visconde de Sabugosa às 20:48


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