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BLOG do VISCONDE


Domingo, 23.09.07

O intuito primeiro desse Blog

    Poupo-me de um texto longo para postar o que tenho o dizer por agora. Até bem pouco tempo atrás não conhecia e nem sabia a função de se fazer um weblog. Na verdade ainda Visconde de Sabugosanão me apetece a idéia de que o blog, com algumas boas exceções, sirva de fato para algo realmente proveitoso. Ao menos proveitoso para os outros, já que para quem o produz deva ter alguma importância. Em outro momento já salientei a importância relativa dessa ferramenta, não eximindo-me das críticas pertinentes a ela.

    Quando eu resolvi de fato escrever nesse blog, foi simplesmente para exercitar o hábito saudável da escrita -- e conseqüentemente da leitura --, indiferente ao fato do número de visitantes que eu receberia por dia, ou por mês. Escrevo por escrever, minha relação com o blog é essa. O próprio portal SAPO foi uma escolha oriunda do acaso: aqui parei e aqui me inscrevi. Como gostei da diagramação (é assim que se fala?) do sítio, adotei-o. Como sei que o que produzo não é do interesse da maioria absoluta das pessoas, regojizo-me apenas com o "fazer literário", tão solitário em sua essência.
    É claro que se algum navegador distraído aportar aqui na minha página e postar um recado qualquer ficarei muito contente. Mas o que me alimenta não é a vaidade ou a vontade de ver esse blog sendo visitado. Parafraseando Machado de Assis: antes meia dúzia de bons leitores que uma legião inteira que comigo não dialoga. Escrevo pelo ato de escrever, porém sem ser indiferente aos que possívelmente passem por aqui. Por isso escrevo do que me apetece: literatura, política, softwares livres... Por isso navego por esses campos. A liberdade é minha e a escolha é sua. Leia-me se quiseres. Se não quiseres..., um abraço.

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por Visconde de Sabugosa às 18:01

Sábado, 22.09.07

Elucubrações...

    Caía a tarde na praia da Saudade. Ao fundo uma fina névoa de final de inverno contrasta com o azul prateado do tranqüilo mar. Gaivotas sobrevoam, tranqüilas, parte da orla, como se ludicamente bailassem ao som de uma sonata. O sol, que se esvaí por detrás da grande ilha, pudicamente beija o mar, como faz quase todos os dias. É um final de tarde ameno, com uma leve brisa envolta por uma casta sensação de bem-estar, e que ressoa suavemente o marulhar cadenciado de ondas do mar. Nessa época do ano, na praia da saudade, o cheiro do mar salgado se confunde e mistura com o aroma doce das flores do lindo Ipê, que se enfeita todo para agraciar a nova estação que está por vir.
    Descalço e com as barras das calças arregaçadas até a altura das canelas, um garoto caminha pela praia, acompanhado de seu cachorro. Sereno, escuta, alegremente, em seu discman, Madre Deus:

                                                                   Baila a menina, ou
                                                                  Baila o menino
                                                                  É cedo ainda
                                                                 'Inda é cedinho

Certamente não é a primeira vez que desfruta momentos tranqüilos e agradáveis como este, nem será com certeza a última. Quantas foram as noites em que jogou pedrinhas rasteiramente ao mar, somente para vê-las flutuar sobre o reflexo alvo do luar? Quantos foram os devaneios oníricos que permearam os seus sentimentos? Recordações presentes ou elucubrações profícuas apenas ao escritor?

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por Visconde de Sabugosa às 15:50


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